
Balneário Camboriú vai fazer uma pizza de 162 metros de graça — e a conta não é sua
No dia 10 de julho, Dia Mundial da Pizza, a cidade catarinense tenta bater dois recordes nacionais ao mesmo tempo: a maior pizza linear do Brasil e a maior distribuição gratuita de fatias já feita no país
Você já viu aquele vídeo de pizza gigante que viraliza uma vez por ano e pensou "quem paga essa conta?". No dia 10 de julho, Dia Mundial da Pizza, Balneário Camboriú vai colocar 162 metros de massa, molho e queijo na Avenida Atlântica — e distribuir cerca de 11 mil fatias de graça para quem estiver na Barra Sul.
O evento marca o aniversário de 62 anos da cidade, oficialmente celebrado em 20 de julho, e mira dois recordes nacionais ao mesmo tempo: a maior pizza linear já feita no Brasil e a maior distribuição gratuita de fatias do país, com homologação prevista pela RankBrasil.
Quem está bancando os 162 metros de pizza
A responsável pela produção é a Big Itália, pizzaria tradicional do bairro Barra, em Balneário Camboriú — a mesma que já detém o recorde anterior. Não é a prefeitura que assa a massa; é uma pizzaria de bairro que topou a logística de produzir, em escala industrial, o equivalente a centenas de pizzas grandes emendadas numa fileira só.
Esse tipo de proeza custa dinheiro — ingrediente, mão de obra, forno, montagem —, mas o retorno não vem do que é vendido na hora, porque tudo é distribuído grátis. Vem do que a marca ganha em exposição: cobertura de imprensa nacional, vídeo viral, e o nome "Big Itália" associado ao recorde por mais um ano.
• 162 metros de pizza linear, produzida na Avenida Atlântica, Barra Sul
• Cerca de 11 mil fatias distribuídas de graça ao público
• Recorde anterior (2025): 61 metros e 4 mil fatias, homologado pela RankBrasil
• Evento marca o aniversário de 62 anos da cidade
• Dois recordes nacionais disputados: maior pizza linear e maior distribuição gratuita de fatias
(Fonte: ND+ / Prefeitura de Balneário Camboriú)
O salto de 61 para 162 metros num ano só
Em 2025, a mesma pizzaria fez 61 metros de pizza e distribuiu 4 mil fatias na Praça Higino João Pio, feito que já era recorde nacional homologado. Em 2026, o salto é de quase o triplo em tamanho e quase o triplo em fatias — o tipo de escalada que só faz sentido quando o objetivo não é vender pizza, é vencer o próprio recorde do ano anterior, e da concorrência de outras cidades que tentam o mesmo tipo de feito.
É o marketing de cidade turística funcionando como deve: recorde vira notícia, notícia vira vídeo, vídeo vira gente querendo conhecer a Barra Sul no próximo verão.
A física de assar 162 metros de massa
Pizza gigante de recorde não sai de um forno só — sai de dezenas de fornos e bancadas de produção trabalhando em paralelo, com a massa assada em blocos e depois emendada, ao vivo, na fileira que forma a "pizza única". É mais projeto de logística de evento do que receita de cozinha: coordenar o tempo de forno de cada bloco para que todos fiquem prontos e quentes na hora de montar é o verdadeiro desafio técnico por trás do número que vira manchete.
Para quem só vê o resultado na Avenida Atlântica, parece mágica. Para quem organiza, é cronograma milimetrado — e qualquer atraso de dez minutos numa ponta da fileira pode significar pizza fria bem no meio do recorde.
Recorde de pizza gigante é festa, é marketing, é orgulho de cidade — mas não confunda com a pizza que você paga na padaria da esquina. Essa, ninguém distribui de graça, e é nela que a conta de verdade aparece.